Há exatos 20 anos, morria o cantor, compositor e ex-vocalista do Barão Vermelho, Cazuza. Polêmico e genial ao mesmo tempo, Cazuza foi sem sombra de dúvidas o mais brilhante letrista do rock brasileiro do anos 1980. Da sua geração, talvez Renato Russo (1960-1996) tenha sido o único "rival" à altura. O que não significa que aquela geração roqueira fosse carente de letristas, pois haviam outros letristas talentosos como Arnaldo Antunes, Herbert Vianna, Marcelo Nova, Humberto Gessinger entre outros.
Se como artista, Cazuza se tornou uma grande referência, o mesmo não se pode dizer da vida desregrada que levou. O Cazuza pessoa, era um garotão da classe média/alta carioca, bem nascido e criado sob todos os mimos e vontades da mãe e de uma pai ausente. Cazuza não tinha regra para nada, fazia o que desse na "telha", queria viver a vida a "mil por hora", como bem diz os versos de um canção do Lobão, "Decadence Avec Elegance": "é melhor viver...