quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Kidiaba" é isso?

O Internacional pensou que Abu "Dharia" Bi, mas não deu. A zebra africana Mazembe atropelou o campeão da Libertadores de 2010 que buscava o bicampeonato mundial. O sonho foi adiado.
Uma coisa que me chamou a atenção, foi que boa parte da imprensa esportiva já dava como "favas contadas" a final entre o Internacional e a Internazionale da Itália. Desconsideraram qualquer possibilidade de surpresa por parte dos clubes dos outros continentes. A situação só começou a mudar depois da vitória do Mazembe sobre o Pachuca, do México, país com uma certa tradição no futebol. Imaginava-se que os mexicanos enfrentariam o clube brasileiro nas semifinais.
Hoje, a vítima dos africanos foi o Internacional. De nada adiantou levantamento de dados sobre o Mazembe, relatórios e mais um monte de coisas que pareciam operações de filmes de espionagem. O Inter naufragou, jogou nervoso, com o peso de ter que conquistar o bicampeonato nas costas.Os destaques do jogo foram os africanos do Mazembe, o goleiro Kidiaba, e os atacantes Kabangu e Kaluyituka, os dois últimos, autores dos dois gols africanos.
O Internacional conseguiu vivenciar um momento histórico negativo. Pela primeira vez, em 50 anos - considerando o antigo Interclubes e o Mundial de Clubes da FIFA - a América do Sul ficará de fora da final de mundial de clubes. Uma pena

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sim, a mulher pode


Ontem foi um dia histórico para todos nós brasileiros. Pela primeira vez na sua história, o Brasil será governado por uma mulher, e o melhor, escolhida através do santo e sagrado voto.

Independente dos interesses políticos, das siglas partidárias, de discordar de algumas atitudes do Presidente Lula durante a campanha eleitoral e do futuro do governo da presidente eleita, a vitória de Dilma Rousseff (PT) é um marco na história recente do Brasil pós-Ditadura. Se no momento temos no comando um ex-operário e migrante nordestino, a partir de janeiro de 2011, teremos na presidência uma mulher, ex-guerrilheira que participou da luta contra o sangrento Regime Militar que governou este país por 20 anos.

Se analisarmos os quatro principais candidatos à presidência deste ano, todos eles tiveram algo em comum: a luta contra a Ditadura Militar. Se antes eram considerados subversivos e um "perigo à nação", hoje são cidadãos e de um passado que serve de orgulho para qualquer brasileiro. O passado de luta armada de Dilma, não foi usado, até onde sei, como instrumento de desqualificação da candidata e confundido como um ação comum de marginais. Havia uma causa justa, e José Serra (PSDB), seu concorrente mais direto, sabia disso, pois estavam nos "anos de chumbo" do mesmo lado, combatendo os militares ditadores.

Deixando o passado de lado e olhando para o futuro, desejo uma boa sorte e um ótimo governo para a presidente eleita Dilma Rousseff. E às mulheres, meus parabéns, por mais um passo, grande e largo na história deste país. Existem muitas outras coisas a serem conquistadas, é verdade, mas conquistar a presidência de um gigante como Brasil, convenhamos, tem um sabor muito especial, não acham?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Série "Corpo e Conexões tecno-entorpecentes"

"Face Branca e Azul" (2010), técnica mista sobre tela, 30cm X 30 cm.



No final do ano, estarei participando de uma exposição coletiva, que em breve darei mais dados sobre ela e postarei imagens das obras com as quais irei participar, que serão duas tel da série, "Coprpo e Conexões Tecno-entorpecentes".
Nessa série, abordo as questões da completa dependência do homem contemporâneo às "maravilhas" das novas tcnologias, como os telefones celulares e a internet. Posto aqui duas telas da série.


"20GB" (2010), técnica mista sobre tela, 30cm X 40cm.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Inter conquista o bi da Libertadores e se iguala ao Grêmio


Após 4 anos da primeira conquista da Taça Libertadores, o Internacional tornou-se ontem à noite,
bi-campeão do torneio, ao vencer de virada o Chivas do México, por 3 a 1. Agora, o colorado se iguala ao seu maior rival, o Grêmio, com duas Libertadores conquistadas. O tricolor portoalegrense conquistou duas vezes a Libertadores, em 1983 e em 1995.

No final do ano, o Internacional arrumará as malas e seguirá para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde disputará o Mundial de Clubes da FIFA, e tentará o bicampeonato mundial. O colorado foi campeão desse mesmo torneio em 2006, ao bater o Barcelona por 1 a 0.

Parabéns ao Internacional pela conquista, que com disciplina e organização, fecha a década como o clube brasileiro com o maior número de conquistas internacionais. Parabéns ao futebol gaúcho, que ao longo do tempo, conseguiu descentralizar o futebol brasileiro dessa polarização irritante que é o eixo Rio/São Paulo. Que o futebol gaúcho sirva de lição aos clubes nordestinos, e principalmente aos baianos, que ao invés de se lamentarem, de se vitimizarem, de reclamarem que são discriminados, arregacem as mangas, se organizem, sejam criativos e possibilitem as eleições diretas aos seus sócios, como já fazem o Grêmio e o Internacional.

Valeu Inter!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Inter perto do bi da Libertadores


O Inter está próximo a se igualar ao seu arqui-rival, Grêmio de Football Portoalegrense, mundialmnte conhecido como...Grêmio. Depois de um resultado heróico de 2 X 1,lá no México na semana passado contra o Chivas. A equipe gaúcha começou a partida perdendo e virou o resultado, bem ao estilo do futebol guerreiro gaudério.
Vai uma charge pros colorados, pra ilustrar esse momento bem especial. Mas aproveitem bem, hein. A próxima década será azul!!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Finalmente o grande dia do lançamento de "Miudins - 30 Anos de Periferia"

O dia 14 de agosto de 2010 foi muito especial para mim. Finalmente fiz o lançamento da coleção "Miudins - 30 Anos de Periferia", na Livraria LDM Multicampi, aqui em Salvador/BA. A coleção consiste de 3 volumes que reunem algumas das melhores tiras dos Miudins.

Familiares e amigos estiveram presentes ao lançamento, onde puderam também assistir a aprsentação do Coral do Ceifar - Centro de Integração Familiar. A renda da venda dos livros será em benefício à instituição que presta um valioso trabalho social à famílias carentes do bairro de Tancredo Neves e comunidades vizinhas.

Quero aqui agradecer a todos que deram um grande apoio a este projeto, família e amigos. Demorou a gestação do projeto, mas graças a Deus saiu. Agora é só comemorar mais uma etapa vencida.












sábado, 14 de agosto de 2010

Desabafo baiano


Outro dia, li um dos mais ácidos e "matadores" artigos escritos pelo jornalista Hagamenon Brito, crítico musical do jornal "Correio*", daqui de Salvador. Polêmico, Hagamenon foi o criador da expressão "Axé Music" que serviu para dar nome a uma música que nascia na Bahia nas folias momescas em meados dos anos 1980. O que era um termo meio pejorativo, virou batismo de gênero musical oficial.

Entilulado "Acontece que eu sou baiano também", o artigo é um verdadeiro desabafo quanto à decadência da musica comercial baiana e uma desconstrução da falsa e "pasteurizada" identidade baiana vendida pelo empresariado "axezeiro" pra agradar "gringos" e paulistas.

Gosto dos artigos do Hagamenon e este, para mim foi um dos melhores que ele escreveu. Me identifiquei muito com ele, e mostra que nem todos os baianos pensam com o "quadril".

Acompanha junto, uma charge que fiz para a série, "Maus hábitos do baiano", que fiz em 2006.


ACONTECE QUE EU SOU BAIANO, TAMBÉM


Eu moro em Salvador, onde os homens mijam em via pública sem nenhum pudor. Como se fossem cachorros que levantam a perna em qualquer poste, não se importando com quem passa. Tem cachorro branco, cachorro negro, cachorro pardo... cachorro de toda cor, variedade e tamanho. Certamente, também tem cachorro exibicionista, cachorro voyeur, cachorro dos quintos dos infernos. O cheiro de mijo e a sujeira são referências seculares da Cidade da Bahia. Bonito, massa.


Será que, se tivesse a praticidade da anatomia masculina, a mulher baiana também mijaria na rua, numa boa? Talvez. O povo baiano é muito folgado. Pronto, falei. Mal te conhece, quer saber o número do teu RG, CPF, se você já comeu a vizinha - ou o vizinho - do lado e o que tem em sua mesa. Na fila do Elevador Lacerda ou em um banco, é melhor evitar dar bom-dia, ou a pessoa te conta toda a vida. Ela faz um talk show.


O soteropolitano se considera o rei da cocada preta, mesmo que sua capital tenha uma orla favelada, um nível de barulho enlouquecedor, uma axé music de gosto mais que duvidoso, uma pobreza social que seus shoppings centers não conseguem ocultar, um sol que se esconde a maior parte dos 365 dias do ano e que ele sofra de complexo de inferioridade disfarçado de excesso de autoestima.


De manhã, o dono da banca de revistas da minha rua, no Rio Vermelho, me oferece as publicações que eu gosto e diz: o senhor tem razão. De quê, pergunto. De achar que Salvador virou um balneário tropical de terceira categoria. A mão de obra e o atendimento são ruins, não melhoram, a cidade está parecendo o Rio em violência e o trânsito piorou muito. Sabia que todo mundo aqui na rua agora desembolsa R$ 30 para ter segurança particular?


Os problemas do trânsito de Salvador me fazem duvidar do ditado “baiano burro nasce morto”. Falta vontade política para melhorar o sistema de transporte público de Salvador e uma mudança de mentalidade do soteropolitano, para quem, desde que o samba é samba, andar de ônibus (minimetrô superfaturado? quando mesmo?) é coisa de pobre, é humilhante. Como nos últimos anos ficou fácil comprar carro, a Paralela caminha rápido para ser nossa Marginal Tietê.


Eu moro em Salvador, tida como a cidade de maior população black fora do continente africano, onde matanças contra jovens negros pobres são constantes, sem que a sociedade realmente proteste, faça alguma coisa séria. Ah, os adolescentes são bandidos, merecem morrer? São mesmo? Isso é coisa de guerra de traficantes? Polícia boa é aquela que mata? Quem liga para essa gente feia, senão suas mães negras chorosas?


Ora, direis, esse sujeito nasceu onde? Aqui, meu caro, neste bonito e histórico cu do mundo. Se digito essas observações em um Sábado de Aleluia é porque sou baiano também e escolhi Salvador para malhar este ano. Ora, direis, esse infeliz está mais jururu do que um caramujo. Não, são apenas constatações. Queres que eu mude para Reykjavik? Não mudo. Salvador é tão minha quanto de Bell Marques, Nizan Guanaes, Claudia Leitte e sua.


Só quero viver em paz na cidade que escolhi para morar e ver minhas crianças crescerem. Não quero ser como João Ubaldo Ribeiro, que reside no Rio e passa férias numa Itaparica que ele guarda na memória. O melhor lugar do Brasil tem que ser aqui e agora. Ainda dá tempo.


Deve existir um homem feliz em Salvador.



Texto publicado originalmente na coluna Hagamenon Brito, no jornal CORREIO, dia 06 de abril de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Lançamento de "Miudins - 30 Anos de Periferia", 14 de agosto de 2010



Finalmente estarei lançando amanhã, a coleção "Miudins - 30 Anos de Periferia". Composta em em 3 volumes, a coleção reúne algumas das melhores tiras dos Miudins publicadas no fanzine que editei da turma, entre 1999 e 2005, e também publicadas em alguns dos principais fanzines brasileiros e sites de quadrinhos. As tiras dos Miudins também foram expostas em salões de humor como o de Volta Redonda, em 2001, onde fui contemplado com uma menção honrosa.

"Miudins - 30 Anos de Periferia" tem o apoio do Fundo de Cultura, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A renda das vendas dos livros, será destinada às atividades sociais do Ceifar - Centro de Integração Familiar, sediada no bairro de Tancredo Neves, em Salvador/BA e que presta assistência às famílias carentes do bairro e comunidades vizinhas.

O lançamento será amanhã, 14 de agosto, às 10 horas da manhã, na Livraria LDM, na rua Direita da Piedade, nº 22, Centro, Salvador / Bahia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Miudins - Rosinete e Adelmo

O lançamento da coleção Miudins - 30 Anos de Periferia está chegando, dia 14 de agosto.

Enquanto o lançamento não chega, segue uma HQ com duas "figuraças" da turma, Rosinete e Adelmo.

Ela, esnobe e arrogante, mora na favela, mas se acha uma princesa do Palácio de Versailles. Ele se acha um Dom Juan juvenil, irresistível, um "Reinaldo Giannechinni versão compacta" da periferia. No entanto, Adelmo é apaixonado pela Rosinete que não quer vê-lo nem pintado de ouro.




quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia do Rock

Hoje ainda é dia de rock
Sá, Rodrix & Guarabyra
Composição: Zé Rodrix
Eu tô doidin por uma viola
Mãe e pai, de doze cordas e quatro cristais
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, esse meu blues de Minas Gerais
E o meu cateretê lá do Alabama
Mesmo que eu toque uma vezinha só
Eu descobri e acho que foi a tempo
Mãe e pai, que hoje ainda é dia de rock

Refrão

Eu tô doidin por um pianin
Mãe e pai, com caixa Leslie e amplificador
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor
Depois formar a minha eletrobanda
Que vai deixar as outras no roncó
Eu descobri e acho que foi a tempo
Mãe e pai, que hoje ainda é dia de rock

Que hoje ainda é dia de rock
Que hoje ainda é dia de rock
Eu descobri olhando o milho verde
(eu descobri ouvindo a mula preta)
Mãe e pai que hoje ainda é dia de rock

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

20 anos sem Cazuza



Há exatos 20 anos, morria o cantor, compositor e ex-vocalista do Barão Vermelho, Cazuza. Polêmico e genial ao mesmo tempo, Cazuza foi sem sombra de dúvidas o mais brilhante letrista do rock brasileiro do anos 1980. Da sua geração, talvez Renato Russo (1960-1996) tenha sido o único "rival" à altura. O que não significa que aquela geração roqueira fosse carente de letristas, pois haviam outros letristas talentosos como Arnaldo Antunes, Herbert Vianna, Marcelo Nova, Humberto Gessinger entre outros.

Se como artista, Cazuza se tornou uma grande referência, o mesmo não se pode dizer da vida desregrada que levou. O Cazuza pessoa, era um garotão da classe média/alta carioca, bem nascido e criado sob todos os mimos e vontades da mãe e de uma pai ausente. Cazuza não tinha regra para nada, fazia o que desse na "telha", queria viver a vida a "mil por hora", como bem diz os versos de um canção do Lobão, "Decadence Avec Elegance": "é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez". O filme "Cazuza, O Tempo Não Pára" (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho comprova isso.


No entanto, sua vida particular conturbada não invalida a sua obra como artista. Lembro-me que quando Cazuza deixou o Barão Vermelho, meses após as apresentações magistrais da banda na primeira edição do Rock in Rio, em janeiro de 1985, fiquei chateado, achei um absurdo e uma atitude oportunista de um "playboyzinho" sacana. Acreditava que ele teria usada o grupo como uma "plataforma de lançamento" para a sua carreira solo. Com tempo, percebi que foi uma atitude acertada, e foi bom para ele e para o Barão Vermelho. Cazuza pode expor todo o seu potencial como artista, através de letras cheias de fúria ( "Brasil", "Ideologia") ou de doçura ( "Faz Parte do Meu Show", Codinome Beija-Flor )

Em tempos em que o "mainstream" ( o que está na grande mídia, o que é comercial, popular ) do rock brasileiro vive a "Era Emo", onde a "choradeira" e a pobreza nas letras são constantes, artistas como Cazuza fazem falta. E muita falta, meu irmão.

sábado, 3 de julho de 2010

O dia em que D10S caiu de quatro



Um dia após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, foi a vez de mais um gigante do futebol sul-americano ser eliminado: a Argentina. A seleção comandada pelo técnico e símbolo maior do futebol argentino, Diego Maradona, levou um "chocolate" de 4 a 0 da Alemanha.

Pois é, como bem dizem os argentinos, "se Pelé é Rei, Maradona é 'Deus", Dios em espanhol, ou "D10S" para a a tal Igreja Maradoniana, um tetragrama usado pelos seus seguidores numa alusão ao D de Diego com o de Dios, e 10 número da camisa que o ex-craque usava.

Bem, de fato, o Pelé não é "D10S", mas pelo menos é um rei que nunca caiu de "4" numa Copa do Mundo.





O hexa ainda não foi desta vez


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Combate ao racismo e à xenofobia em Portugal




Nos últimos tempos, tem crescido na Europa um verdadeiro levante contra os imigrantes, em sua maioria, oriundos de países subdesenvolvidos. São latino-americanos, africanos, povos árabes que migram para a Europa em busca de novos horizontes, deixando a pobreza dos seus locais de origem.

No entanto, para uma boa parte desses imigrantes, a Europa vira um "inferno". Como alguns não conseguem boas colocações, vão trabalhar em "sub-empregos" ou quando nem isso conseguem, caem na marginalidade...e é aí que a discriminação európéia revela a sua face. Revoltados, eles acabam colocando num mesmo "balaio", imigrantes honestos e desonestos, isso sem falar que vêem o imigrante como um rival, quando se trata da disputa de um emprego.

Infelizmente, existe movimentos nacionalistas europeus, muitos deles com perfil neo-nazistas. Sites fazem camapanhas racistas pesadas. Nem mesmo brasileiros, muitos deles iludidos e que vão para Europa só pelo fato de serem descendentes de imigrantes europeus que aui chegaram em grandes levas até meados do século XX, deixam de ser são poupados.

Em Portugal, país ao qual temos fortes laços, existe movimentos nacionalistas e com perfil execessivamente racista, alguns deles ligados a partidos políticos nacionalistas de extrema direita. Tais nacionalistas têm uma visão preconceituosa e equivocada com o Brasil, e mesmo sendo latinos, comportam-se como nórdicos. Para esses movimentos nacionalistas europeus, imigrantes como os brasileiros são vistos como um "problema" e gente a ser banida a qualquer custo daquele país.

Obviamente isso não significa que toda a nação portuguesa seja assim, mas há numa parcela da população, uma revolta contra imigrantes , dentre esses os brasileiros.

Por isso, o governo português vem fazendo campanhas, como neste vídeo postado, contra a discriminação racial e à xenofobia. Mesmo assim, o sinal "amarelo" está aceso, principalmente para nós "brazucas".

sábado, 26 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Duas lendas do rock, dois aniversariantes

Duas lendas do rock, geminianos como eu, fazem aniversário em 18 de junho e ambos nasceram no mesmo ano, 1942, porém em países diferentes: a brasileira Celly Campello e o inglês Paul McCartney.

Celly Campelo foi a nossa primeira estrela pop da música brasileira e ao lado do seu irmão, Tony Campello e do colegas Carlos Gonzaga, Betinho e Seu Conjunto, Baby Santiago, Ronnie Cord e Sérgio Murilo integraram a primeira geração de ídolos do rock brasileiro no final do anos 1950, abrindo caminho para a Jovem Guarda que viria somente em meados da década de 1960.



Quando casou-se por volta de 1960, Celly afastou-se da carreira artística, gravando algumas coisas esporadicamente. Em 1976, aproveitando o sucesso da novela Estúpido Cupido, da Globo, voltou à cena, fazendo sucesso novamente , com apresentações na televisão e shows lotados em todo o país. Depois que a novela acabou, Celly sumiu novamente.

Lamentavelmente, Celly faleceu vítima de câncer , em 2003. Porém o seu nome, a sua jovialidade e a sua voz doce, ficaram nas nossas memórias e na história do rock brasileiro.



Já o velho e bom "Macca", mais conhecido como Paul McCartney, é uma lenda viva do rock e fez parte de uma "instituição" chamada The Beatles. Posto aqui um clipe de uma das canções que mais gosto de McCartney, "Maybe I´m Amazing".

A canção faz parte do disco McCartney, lançado em 1970, ao mesmo tempo em que ele anunciava o fim dos Beatles. Quando ouvi pela primeira vez essa música, achei que ela guardava um certo frescor beatle, meio coisa do disco Abbey Road, de 1969. Depois descobri que essa música, assim como as outras faixas de McCartney - disco gravado com a sua banda, The Wings - foram compostas antes do fim dos Beatles. Há quem diga que McCartney compôs "Maybe I'm Amazing" para a sua então esposa, a saudosa Linda McCartney. A música é tão bela quanto a homenageada. McCartney é um melodista de mão cheia.

domingo, 13 de junho de 2010

"Moça" (2010)

Numa espécie de trocadilho, fiz uma brincadeira com dois ícones do imaginário pop brasileiro: a modelo Gisele Bündchen e a marca de fósforos "Moça". Acho que ficou legal.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Gal" (2010), pintura digital


Ultimamente estou postando uma série de "ilustras" que estou gostando de fazer. A série consiste em retratos de grandes nomes da MPB que surgiram na virada dos anos 1960 para a anos 1970, um dos momentos mais férteis e criativos da nossa música.

Decidi retrá-los na fase em que eram jovens, justamente no momento em que despontaram e mudaram os caminhos da música brasileira, desenvolvendo trabalhos inovadores e que são referência até hoje.

A releitura visual foi dentro da linguagem da Pop Art, realçando as formas, os contornos e as cores fortes, além de acrescentar a textura, o que dá uma grande valor estético e despojado aos trabalhos.

À medida que for fazendo, irei postando novos trabalhos da série.

terça-feira, 8 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Milton" (2010). Pintura digital


Esta ilustração terminei ontem no começo da noite, foi muito interessante fazer as experimentações.

Ultimamente venho lendo e pesquisando alguns artistas da vanguarda do século XX que trabalharam com a colagem, porém de uma maneira meio "desconstrutiva", como o artista plástico dadaísta alemão Kurt Schwitters (1887 -1948) e Robert Rauschenberg (1925 -2008), pioneiro da Pop Art norte-americana.

O resultado ficou muito bom, acima até do que eu imagina para esta obra.

domingo, 6 de junho de 2010

"Zask" ( década de 1990), acrílica sobre papel.


Mais uma obra do fundo do baú, e mais um trabalho inspirado completamente na Pop Art. Na época,acredito que 1996, eu andava muito inspirado nos trabalhos do artista plástico norte-americano Roy Lichtenstein, um dos ícones da Pop Art, cujos trabalhos tinham como referência, as histórias-em-quadrinhos.
Assim como Lichtesntein, experimentei pegar um detalhe de uma cena de uma HQ, uma onomatopéia. Achei a imagem plasticamente forte e expressiva, eu ampliei e dei a ela um outro contexto, uma outra finalidade, que não simplesmente reproduzir visualmente um som. Aqui, a expressão é a própria obra de arte, é a figura central.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Maria Guimarães Sampaio (1948-2010)

Iracema Chequer AG. A TARDE
Maria Guimarães Sampaio, fotógrafa e escritora

Fui tomado meio que de surpresa pelo falecimento, no último dia 02/06, da fotógrafa e escritora baiana Maria Guimarães Sampaio, vítima de câncer, contra o qual lutava há dez anos. Ela era filha do artista plástico baiano Mirabeau Sampaio (1911-1993)

Conheci um pouco do trabalho e da vida de Maria Sampaio através do seu blog "Continhos Para Cão Dormir" http://continhosparacaodormir.blogspot.com, contemplando as suas fotos, tanto as de sua carreira fotográfica como as fotos de sua família. As postagens das suas fotos de família - fotografias da infância e da juventude - eram sempre acompanhadas de textos onde ela relatava alguns fatos interessantes da sua famíla,sempre rodeada de figuras importantes da cutura brasileira, como Jorge Amado, Mário Cravo Jr, Lina Bo Bardi, Carybé, Glauber Rocha entre outros. O fato do seu pai ter sido um homem das artes, a casa da sua família se transformava num verdadeiro ponto de encontro da nata cultural do Brasil dos anos 1950 e 1960. Eu adorava ler sobre esses encontros maravilhosos.

Caetano Veloso, durante um show do Teatro Castro Alves, Salvador/BA, 1972. Foto de autoria de Maria Sampaio

Como fã do seu blog, eu o coloquei entre os meus favoritos aqui no "Feijoada Virtual". Em algumas oportunidades, Maria gentilmente chegou a comentar aqui no "Feijoada Virtual", algumas postagens minhas a respeito dos meus trabalhos.

Barco em Cachoeira/BA, década de 1980, foto de autoria de Maria Sampaio

Dentre os seus trabalhos como escritora, Maria Guimarães Sampaio publicou "Estrela de Ana Brasila" e "Rosália Roseiral", pela Editora Record e "Continhos Para Cão Dormir", volumes I e II, pela Editora P 55; este segundo volume foi lançado no mês de abril deste ano.

O corpo da fotógrafa foi cremado ontem, 03/06, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, Bahia.

Vai com Deus, Maria. Descanse em paz, e que você trilhe os caminhos da vida eterna iluminada pela Luz Divina.