quinta-feira, 29 de novembro de 2012

11 anos sem George Harrison




A primeira vez que ouvi George Harrison foi por volta do início dos anos 1980, através da canção "All Those Years Ago". Se não estou enganado foi por meio do clipe música exibido na TV e gostei de cara, mesm não tendo uma dimensão direito de quem era o cantor e da sua importância. Depois ouvi tocar no rádio FM, uma novidade na minha casa na época.

Só sabia quem era John Lennon por causa da sua morte meses antes. Via o clipe dessa música com cenas antigas de Harrison jovem e mais outros caras juntos, e só mais tarde vinha a saber que se tratava dos Beatles. Mesmo garoto e sem saber de nada sobre aqueles caras, o clipe e a canção me passava boas sensações. Me passava a sensação de que um dia eu iria me interessar pela música daqueles caras, era instintivo e inexplicável.

O tempo passou, e já pré-adolescente passei a me interessar por rock'n'roll. Aos 17 anos, tornei um fã dos Beatles; o meu instinto estava certo. Desde então, comprei revistas e discos ao longo dos anos. Li o que foi possível sobre a história deles, o que passa naturalmente por George Harrison, apesar de ter ouvido mais trabalhos solos de Paul McCartney. Harrison teve pausar muito longas sem lançar discos, e isso foi desfavorável pra conhecer melhor o seu trabalho solo. De qualquer forma, gosto muito do trabalho dele nos Beatles, da sua técnica em tocar guitarra, sem grandes firulas, mas ao mesmo tempo bem apurada. 


Hoje está fazendo 11 anos que Harrison se foi. A sua morte "matou" qualquer possibilidade, ainda que remota, de um possível retorno dos Beatles, acompanhado de uma turnê e disco inédito. Uma pena.






sábado, 24 de novembro de 2012

"GONZAGA - DE PAI PRA FILHO




Hoje finalmente pude ver o filme "Gonzaga - de pai pra filho". O filme lança luzes sobre o outro lado do "Rei do Baião", o Luiz Gonzaga além da aura mítica, humano como outro qualquer, cheio de erros e qualidades. O filme ajuda-nos a entender o relacionamento conturbado entre o velho "Lua" e o seu filho, Gonzaguinha que cresceu revoltado pela distância do pai enquanto esse vivia com os seus compromissos profissionais, criado pelos padrinhos.

O filme é um ajuste de contas entre pai e filho ao mesmo tempo em que percorre a carreira do Gonzagão desde a sua vida no sertão pernambucano, o começo da carreira no Rio de Janeiro, o sucesso entre os anos 1940 e 1950 e a decadência nos anos1960, decadência essa provocada pelo surgimento da Bossa-nova e da Jovem Guarda que “limaram” do mapa artistas de apelo popular. Gonzagão não foi a única vítima; artistas como Sílvio Caldas, Jackson do Pandeiro, cantores de “fossa” e estilos tidos como “cafona” foram “atropelados” pelos dois movimentos. O filme não cita, mas o resgate de Luiz Gonzaga a partir do início da década de 1970 se deve em parte aos tropicalistas (olha eles aí de novo) que buscavam fazer a ponte entre o tradicional e popular com o contemporâneo. No seu show antológico no Teatro Teresa Raquel, em 1972, Gonzaga já utiliza no seu show uma guitarra elétrica, um dos símbolos tropicalistas, em meio ao som de zabumba, triângulo e sanfona. 

Vale a pena conferir. Gostei das atuações do Julio Andrade (o Gonzaguinha adulto e já famoso), Chambinho do Acordeon ( Gonzagão jovem – adulto), Nanda Costa ( Odaléia, mãe de Gonzaguinha) e da nossa baiana Cyria Coentro (Santana, mãe de Gonzagão).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

44 anos de “The Beatles” (‘White Album”)





Hoje, “The Beatles”, mais conhecido como “White Álbum”, está fazendo 44 anos de lançado. Foi o primeiro e único álbum duplo “de carreira” da história dos Beatles. Com a morte de Brian Epstein (1934-1967), empresário do grupo, os músicos pareciam sem norte, as brigas de egos de John Lennon e Paul McCartney se intensificaram, deixando as composições e ideias de George Harrison e Ringo Starr em segundo plano. O novo amor de Lennon, Yoko Ono, passou a ser uma presença constante e indesejada nas sessões de gravação do disco, o que só agravou a situação. As gravações conturbadas deste álbum duplo iniciaram o processo de implosão dos “Fab Four” que culminou com o fim da banda em 1970.

Acho interessante que mesmo com toda essa tensão, o “álbum branco” tem o seu valor e mostra toda a versatilidade musical dos Beatles.  Se em “Sgt. Peppers...” o som dos Beatles era mais pomposo, “barroco”, cheio de exageros tal qual um bolo de noiva, no “álbum branco” os Beatles prosseguiam com a diversidade sonora, mas focavam  algo mais “desbastado”, mais básico, porém não menos criativo e refinado. Essa simplicidade já estava literalmente na capa do disco: todo branco e o nome da banda em alto-relevo, tão somente isso. O disco tem desde canções folk e baladas a blues, rocks básicos, pesados e até música concreta. Para mim o álbum é uma transição entre a psicodélia e a fase de completa maturidade musical dos Beatles presentes em discos posteriores como “Abbey Road” e “Let it Be”.

"Back in the U.S.S.R.”, “"Ob-La-Di, Ob-La-Da", "While My Guitar Gently Weeps", "Blackbird", "Birthday", "Sexy Sadie", "Helter Skelter" e "Cry Baby Cry" são as minhas preferidas dentre as 30 faixas do album duplo. São as que mais ouço.

O vídeo acima mostra as sessões de ensaio e gravação de “The Beatles” ou como queiram, “álbum branco”.