terça-feira, 11 de dezembro de 2012

29 anos de um título inesquecível





Quando os anos 1970 acabaram, o Internacional havia conquistado 7 títulos gaúchos e três brasileiros, sendo um deles invicto. E o Grêmio? Havia conquistado apenas três estaduais (1977,79 e 80) e só. Imagina para a cabeça de um gremista tal situação, as gozações. O Internacional já era um "gigante" nacional, e o Grêmio era um time razoavelmente conhecido, mas sem a magnitude do rival nacionalmente falando.


A coisa só começou a mudar a partir de 1981, quando o Grêmio conquistou o Brasileirão daquele ano, acontecendo aí a sua arrancada para conquistar a América e o Mundo dois anos depois, em 1983. O "Imortal" tornou-se vice-campeão brasileiro em 1982, o que “carimbou” a sua passagem para a Libertadores de 1983. Sagrou-se campeão da Libertadores em 1983 ao derrotar o fortíssimo Peñarol no Olímpico em Porto Alegre.


Nunca vou me esquecer daquele 11 de dezembro de 1983 quando vi na Tv Globo, com o meu pai, à meia noite, direto do Estádio Olímpico de Tóquio, no Japão, a decisão da Copa Intercontinental, o equivalente na época ao Mundial de Clubes de hoje, quando o campeão europeu enfrentava o campeão sul-americano. O Grêmio bateu o Hamburgo em 2 a 1. Os alemães eram os favoritos, o Hamburgo era uma das bases da seleção alemã e havia derrotado na decisão da Liga dos Campeões da Europa a poderosa Juventus que era uma “máquina” com ídolos da Copa de 1982 como o francês Platini, o polonês Boniek e os italianos Paolo Rossi - carrasco do Brasil naquela Copa - e Dino Zoff. Imagina o que o Grêmio poderia esperar.


O Grêmio surpreendeu, derrotou com dois gols antológicos de Renato Gaúcho, ajudando o "Imortal" a ser campeão. Aquele título foi de fundamental importância para colocar o Grêmio no mesmo patamar do Inter nacionalmente. Se já era ao conquistar a Libertadores naquele mesmo ano, título que o Inter não tinha, a Copa Intercontinental foi a consolidação de tal condição.


Parabéns, "Imortal', parabéns a todos os gremistas do planeta.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

11 anos sem George Harrison




A primeira vez que ouvi George Harrison foi por volta do início dos anos 1980, através da canção "All Those Years Ago". Se não estou enganado foi por meio do clipe música exibido na TV e gostei de cara, mesm não tendo uma dimensão direito de quem era o cantor e da sua importância. Depois ouvi tocar no rádio FM, uma novidade na minha casa na época.

Só sabia quem era John Lennon por causa da sua morte meses antes. Via o clipe dessa música com cenas antigas de Harrison jovem e mais outros caras juntos, e só mais tarde vinha a saber que se tratava dos Beatles. Mesmo garoto e sem saber de nada sobre aqueles caras, o clipe e a canção me passava boas sensações. Me passava a sensação de que um dia eu iria me interessar pela música daqueles caras, era instintivo e inexplicável.

O tempo passou, e já pré-adolescente passei a me interessar por rock'n'roll. Aos 17 anos, tornei um fã dos Beatles; o meu instinto estava certo. Desde então, comprei revistas e discos ao longo dos anos. Li o que foi possível sobre a história deles, o que passa naturalmente por George Harrison, apesar de ter ouvido mais trabalhos solos de Paul McCartney. Harrison teve pausar muito longas sem lançar discos, e isso foi desfavorável pra conhecer melhor o seu trabalho solo. De qualquer forma, gosto muito do trabalho dele nos Beatles, da sua técnica em tocar guitarra, sem grandes firulas, mas ao mesmo tempo bem apurada. 


Hoje está fazendo 11 anos que Harrison se foi. A sua morte "matou" qualquer possibilidade, ainda que remota, de um possível retorno dos Beatles, acompanhado de uma turnê e disco inédito. Uma pena.






sábado, 24 de novembro de 2012

"GONZAGA - DE PAI PRA FILHO




Hoje finalmente pude ver o filme "Gonzaga - de pai pra filho". O filme lança luzes sobre o outro lado do "Rei do Baião", o Luiz Gonzaga além da aura mítica, humano como outro qualquer, cheio de erros e qualidades. O filme ajuda-nos a entender o relacionamento conturbado entre o velho "Lua" e o seu filho, Gonzaguinha que cresceu revoltado pela distância do pai enquanto esse vivia com os seus compromissos profissionais, criado pelos padrinhos.

O filme é um ajuste de contas entre pai e filho ao mesmo tempo em que percorre a carreira do Gonzagão desde a sua vida no sertão pernambucano, o começo da carreira no Rio de Janeiro, o sucesso entre os anos 1940 e 1950 e a decadência nos anos1960, decadência essa provocada pelo surgimento da Bossa-nova e da Jovem Guarda que “limaram” do mapa artistas de apelo popular. Gonzagão não foi a única vítima; artistas como Sílvio Caldas, Jackson do Pandeiro, cantores de “fossa” e estilos tidos como “cafona” foram “atropelados” pelos dois movimentos. O filme não cita, mas o resgate de Luiz Gonzaga a partir do início da década de 1970 se deve em parte aos tropicalistas (olha eles aí de novo) que buscavam fazer a ponte entre o tradicional e popular com o contemporâneo. No seu show antológico no Teatro Teresa Raquel, em 1972, Gonzaga já utiliza no seu show uma guitarra elétrica, um dos símbolos tropicalistas, em meio ao som de zabumba, triângulo e sanfona. 

Vale a pena conferir. Gostei das atuações do Julio Andrade (o Gonzaguinha adulto e já famoso), Chambinho do Acordeon ( Gonzagão jovem – adulto), Nanda Costa ( Odaléia, mãe de Gonzaguinha) e da nossa baiana Cyria Coentro (Santana, mãe de Gonzagão).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

44 anos de “The Beatles” (‘White Album”)





Hoje, “The Beatles”, mais conhecido como “White Álbum”, está fazendo 44 anos de lançado. Foi o primeiro e único álbum duplo “de carreira” da história dos Beatles. Com a morte de Brian Epstein (1934-1967), empresário do grupo, os músicos pareciam sem norte, as brigas de egos de John Lennon e Paul McCartney se intensificaram, deixando as composições e ideias de George Harrison e Ringo Starr em segundo plano. O novo amor de Lennon, Yoko Ono, passou a ser uma presença constante e indesejada nas sessões de gravação do disco, o que só agravou a situação. As gravações conturbadas deste álbum duplo iniciaram o processo de implosão dos “Fab Four” que culminou com o fim da banda em 1970.

Acho interessante que mesmo com toda essa tensão, o “álbum branco” tem o seu valor e mostra toda a versatilidade musical dos Beatles.  Se em “Sgt. Peppers...” o som dos Beatles era mais pomposo, “barroco”, cheio de exageros tal qual um bolo de noiva, no “álbum branco” os Beatles prosseguiam com a diversidade sonora, mas focavam  algo mais “desbastado”, mais básico, porém não menos criativo e refinado. Essa simplicidade já estava literalmente na capa do disco: todo branco e o nome da banda em alto-relevo, tão somente isso. O disco tem desde canções folk e baladas a blues, rocks básicos, pesados e até música concreta. Para mim o álbum é uma transição entre a psicodélia e a fase de completa maturidade musical dos Beatles presentes em discos posteriores como “Abbey Road” e “Let it Be”.

"Back in the U.S.S.R.”, “"Ob-La-Di, Ob-La-Da", "While My Guitar Gently Weeps", "Blackbird", "Birthday", "Sexy Sadie", "Helter Skelter" e "Cry Baby Cry" são as minhas preferidas dentre as 30 faixas do album duplo. São as que mais ouço.

O vídeo acima mostra as sessões de ensaio e gravação de “The Beatles” ou como queiram, “álbum branco”.