terça-feira, 30 de setembro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

sábado, 27 de setembro de 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Everaldo - a estrela dourada do Grêmio


   Uma caricatura em homenagem a um dos maiores ídolos da história do Grêmio, Everaldo Marques da Silva ou simplesmente Everaldo. Se vivo estivesse, ele teria feito no último 11 de setembro, 70 anos. 

Oriundo das categorias de base do Grêmio, Everaldo atuou como lateral-esquerdo. Sua eficiência na posição garantiu a sua convocação para Seleção Brasileira para a Copa de 1970, no México. Foi para a Copa como reserva de Marco Antônio, do Fluminense, mas com esforço e determinação, acabou ganhando a posição de titular naquele mundial. Voltou para o Brasil e para Porto Alegre como herói, onde desfilou em carro aberto pelas ruas da capital gaúcha. Pouco depois, o Grêmio o homenageou com uma estrela dourada inserida na bandeira do clube, com direito a uma cerimônia que contou com a presença do Everaldo. Até hoje, passados mais de 40 anos, a estrela dourada está presente em todas bandeiras do Grêmio.

   Lamentavelmente, em 27 de outubro de 1974, pouco mais de um mês após ter completado 30 anos, Everaldo faleceu num desastre de automóvel na BR-290, em Arroio dos Ratos, interior do Rio Grande do Sul, num choque entre o seu carro e um caminhão carregado de arroz. Morreram também no acidente a sua esposa e uma de suas filhas. O carro que dirigia, um Dodge Dart, foi um presente que ganhou de uma concessionária de de Porto Alegre pela conquista do tricampeonato em 1970 pela Seleção Brasileira.

   Everaldo sempre foi lembrado como um símbolo da superação ao preconceito racial no Grêmio, "mancha" essa que parece ser um caso mal resolvido entre o clube e uma parcela racista travestida de torcedores. No episódio recente envolvendo torcedores do Grêmio em ofensas racistas ao goleiro Aranha, do Santos, Everaldo é sempre lembrado como a imagem e a resposta ao racismo desses torcedores intolerantes. 

Por mais que eles não queiram, negros como Everaldo deixaram o seu legado na história do Grêmio. A estrela dourada presente na bandeira do clube é muito mais que uma homenagem ao grande Everaldo, é também um símbolo da luta, da resistência contra o racismo. E para desespero dos intolerantes,outros tantos negros brilhantes como Everaldo virão para ajudar a escrever novos capítulos da história no "Imortal Tricolor".

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Perdi um amigo








Hoje recebi a triste notícia de que Antônio Cedraz, ou simplesmente, Cedraz - como era conhecido – foi embora. Ficam a saudade, as lembranças, os momentos bons e alguns muito engraçados e hilários que só quem viu de perto sabe.

No mês que vem, outubro, vai fazer 30 anos que conheci Cedraz num curso de desenho animado, ministrado pela Felix Follonier Cartoon, no IRDEB. Três décadas de amizade e quadrinhos. Eu era um moleque de 15 anos e já conhecia as suas tirinhas do Joinha e do Joba. Mas foi no curso que o conheci pessoalmente. Dali em diante, fizemos os mais diversos trabalhos juntos ao longo de três décadas, tanto como dupla ou integrando a sua equipe de produção de quadrinhos produzindo ilustrações e HQ’s como as da Turma do Xaxado, o ápice dele como artista. 

Tive o privilégio de acompanhar de perto a sua carreira e aprender o pouquinho que sei de quadrinhos com ele. Eu e os meus amigos que integramos a sua equipe, fomos testemunhas de como o Xaxado, um personagem que de segundo escalão dentro das suas criações, se tornou a mais importante de todas elas, graças ao carisma e o universo lúdico nordestino em que o personagem vivia. E tudo isso, era fruto da vivência de Cedraz, do seu passado como menino do sertão baiano. Essa sua experiência, essa sua vivência contagiavam a todos que trabalhavam com ele, mesmo aqueles nascidos na cidade grande como eu. Não poupei esforços para embarcar nesse universo nordestino e contribuir da melhor maneira possível para esse universo lúdico da Turma do Xaxado, pesquisando referências estéticas e culturais do sertão nordestino. Tudo isso movido pelo estímulo criativo que Cedraz passava para nós. 

O resultado disso foram os prêmios que ganhamos e o respeito que os quadrinhos baianos conquistaram no cenário nacional. E isso se deve ao talento, à generosidade, ao profissionalismo e principalmente, à humildade de Cedraz que nunca posou de “estrela”. Ele tinha aversão a estrelismo.

Certamente, neste momento, ele deve estar em algum lugar bem melhor e mais interessante do que nós. Deve estar em algum lugar cheio de fantasia, de cores, alegria, como era a imaginação dele.
Vai com Deus Cedraz. Com Santo Antônio e Santa Luzia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014