sábado, 30 de agosto de 2014

Somo azuis, pretos e brancos




Lupicínio Rodrigues não era craque de bola, mas era craque na música e fez o hino do clube. Fez história nele.

Tarciso, Paulo Isidoro (o original), Airton Pavilhão, André Catimba, Beto Fuscão, Tinga, Marcelinho Paraíba, Denner, Adão Lima, Valdo, Alcindo, Cristóvão Borges, Roger, Paulo Cézar Caju, Ronaldinho Gaúcho, Everaldo (a estrela dourada na bandeira gremista) e mais outros tantos craques negros e mulatos, oriundos das categorias de base ou vindos de fora, ajudaram a construir também os 111 anos de história do Grêmio. E isso nenhuma racista, seja ou não torcedor, irá tirar.


O vídeo é bonito, mas ainda há muito a ser feito para se combater o racismo e qualquer outro tipo de preconceito nos estádios, nas repartições públicas, na fila de banco, nas escolas...enfim, em qualquer outro lugar.



20 anos do Britpop








Em 1990, antes de ir pro meu "trampo" no "Correio da Bahia" onde trabalhava como chargista, dava sempre que possível uma olhada num programa de clipes que tinha, acho que na Rede Manchete. E um dos clipes que mais rodava no programa, era o de "She Bangs the Drums", megahit dos Stone Roses, a maior sensação inglesa daquele momento e que invadia as rádios e TV's de todo o mundo. De quebra, trazia a reboque uma nova geração de bandas inglesas como Happy Monday, Soup Dragons, Inspiral Carpets entre outras e que fugiam do "ranço" pós-punk que dominou o rock inglês nos anos 1980. O "boom" dos Stone Roses foi abafado pelo estouro do Nirvana em 1991 trazendo com ele o grunge. A banda inglesa depois disso caiu no esquecimento.



O que pouca gente ia imaginar é que os Stone Roses inspirariam um movimento inglês que surgiria em 1994 através do álbum de estreia de uma nova banda inglesa: o Oasis. "She Bangs The Drums" e o disco do qual fazia parte, o de estreia dos Stone Roses lançado cinco anos antes, foi uma das referência sonoras para o britpop.



Muitos consideram o britpop, uma resposta britânica ao grunge dos norte-americanos que no começo dos anos 1990, era tido como a renovação e novo sopro de vida que o rock precisava. No entanto, o britpop surgia no momento em que o grunge fazia a sua curva descendente. Kurt Cobain havia morrido em 1993, decretando o fim do Nirvana, o grande "farol" grunge, e assim fazendo o movimento perder fôlego. Reagindo à crueza e ao peso do grunge, o britpop se caracterizou pelas canções supermelódicas, o uso e abuso dos refrões e a sonoridade muito influenciada pelos Beatles (fase 1965-66), The Who, Kinks e pelo punk inglês dos anos 1970, e claro, Stone Roses que eu havia citado no começo nessa “geléia geral”.


O grande marco inaugural do britpop foi o lançamento do álbum “Definitely Maybe”, o trabalho de estreia do Oasis em 30 de agosto de 1994, há exatos 20 anos. “Definitely Maybe” deu cara e forma ao som do britpop mostrou o Oasis ao mundo. Cheios de autoestima, os irmãos Noel e Liam Gallagher se destacaram por afirmar que Oasis era a melhor coisa que existiu no rock, tendo à frente deles, os Beatles, as suas grandes influências. Sem falar nas brigas entre os dois irmãos que ajudavam a vender jornais e disco.


 No vácuo do sucesso do Oasis vieram bandas como Suede, The Verve, Supergrass, Placebo, Radiohead e mais meio mundo de bandas. Mas foi no Blur que o Oasis encontrou o seu grande rival, revivendo antigas rivalidades do rock inglês como a que havia entre Beatles e Rolling Stones nos anos 1960. As trocas de farpas e “espinafradas” entre Liam Gallagher, do Oasis e Damon Albarn, do Blur, através da imprensa dava um tempero maior ao Britpop.


Por volta do final dos anos 1990, o “britpop” foi decaindo, porém uma nova leva de bandas foi aparecendo, guardando os referenciais do movimento e propondo novas possibilidades como Travis, Keane, Coldplay entre outras. O britpop ainda exerceria influência no chamado “Post-Punk Revival” que surgiria no começo dos anos 2000, capitaneado pelos Strokes, Libertines, The Killers, The Hives e mais uma “penca” de gente. Mas isto, é uma outra história.


Confira o clipe de "Supersonic", faixa de “Definitely Maybe”, álbum de estreia do Oasis e que deu o ponta pé inicial ao Britpop como movimento.



Cartão vermelho pro racismo


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

20 anos de "Sobre Todas As Forças"





O reggae aportou em terras brasileiras nos anos 1970 e foi muito bem assimilado. Vários artistas da MPB, do rock e do pop como Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, A Cor do Som, Baby Consuelo e até mesmo Chico Buarque, gravaram músicas inspiradas no ritmo jamaicano. Porém, o reggae brasileiro, até os anos 1990, ainda não tinha revelado um grande astro totalmente seu. As bandas e cantores genuinamente do reggae nacional, ainda estavam relegados ao “gueto” da cena musical brasileira. Os artistas de outros gêneros emplacava um hit reggae, mas um “regueiro” propriamente dito, não conseguia. Irônico não?

A coisa só mudou em 1990, quando em meio à ressaca da “geração 80” do rock brasileiro, a ascensão sertaneja e o modismo da lambada, a banda carioca Cidade Negra lançava o seu primeiro álbum, o “Lute Para Viver”. Pela primeira vez, uma banda de reggae brasileira ganhava popularidade no mainstream nacional, tocando no rádio e na TV. Mas, foi a partir do terceiro disco, o “Sobre Todas As Forças”, de 1994 que o Cidade Negra ganhou uma projeção muito maior, alcançou o estrelato mostrando que o reggae brasileiro não podia mais ficar restrito ao “gueto”.

Em “Sobre Todas As Forças”, o Cidade Negra contava com um novo vocalista, o ex-banda Banda Bel, Toni Garrido. Já tinha visto antes disso, o Toni no comando da Bel, se não me engando, no “Programa Livre”, do Serginho Groisman, no SBT. Fiquei impressionado com o mix de soul, funk e pop da banda tendo um negro nos vocais, coisa que no Brasil na época, pouco se via na TV. Com a saída de Ras Bernardo dos vocais, Toni levou pro Cidade, a levada pop e soul que fazia na Bel. Quem saiu ganhando foi o Cidade que além de ter “azeitado” mais o seu reggae ao agregar algumas doses de pop e soul, ganhou um vocalista carismático com postura de  “sex symbol, atraindo a atenção do público feminino.

Acho “Sobre Todas As Forças” um discaço. Nele, o Cidade conseguiu manter o reggae de raiz, mas ao mesmo tempo sintonizado com o que se fazia de contemporâneo no reggae lá fora, e ainda acrescentar alguns referenciais de soul trazidos por Tony Garrido quando este veio da Banda Bel. O disco trouxe vários hits como  “Onde Você Mora?", "Downtown" (participação de Shabba Ranks), "Downtown", "A Sombra da Maldade" e “Pensamento”. O disco ainda contou a participação especial de Gabriel, O Pensador em “Mucama”. 
Rapidinho, o álbum bateu a casa das 800.000 cópias vendidas, algo jamais imaginado para uma artista de reggae nacional até então.

Com “Sobre Todas As Forças”, o Cidade Negra ajudou a popularizar ainda mais o reggae no Brasil e passou a figurar como um dos principais nomes da música pop brasileira. Por volta de 2000, numa enquete entre os leitores e jornalistas da revista “Bizz” para um balanço dos melhores da década que findava, “Sobre Todas As Forças” foi considerado o melhor disco do reggae brasileiro dos anos 1990. 

Um rolo compressor chamado Marina


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

He-Rui no Reino de Bahiérnia


Confesso que ainda não consegui entender na campanha de Rui Costa, candidato do PT para o governo da Bahia, o propósito do "Força de Lula". Já havia comentado aqui no Facebook, dias atrás sobre isso. Fiz esta charge para o portal Charge Online satirizando esse assunto. A presença de Lula no horário eleitoral do PT baiano como personagem importante na história do partido e como ex-presidente da República dando apoio aos candidatos, é válida, mas para por aí. O problema é o superdimensionamento que estão dando a ele, em detrimento de Dilma, candidata a reeleição para presidente da República pelo mesmo PT. A impressão que tenho, é que o PT baiano parece estar na campanha das eleições de 2002 e 2006, quando Lula era candidato a presidente e tentava a reeleição respectivamente.

Não sou “marqueteiro” político, não sei se o meu pensamento está ou não equivocado, mas esse apego meio “religioso” ao “Força de Lula” não entra na minha cabeça. Pela lógica, ela vencendo e Rui também, haveria uma grande parceria entre ambos, o que traria, teoricamente, grandes benefícios para a Bahia. E acho que isso, a meu ver, está sendo pouco explorado na campanha. Está se focando muito no “mito” Lula e esquecendo o real e “aqui e agora” de Dilma. É ela quem terá, caso ganhe, a caneta para liberar os recursos necessários para um Rui governador, não Lula.

O PT baiano se apega ao “Força de Lula” com o intuito de transferir votos para os seus candidatos em todas as esferas. Porém, acaba não passando para o eleitor baiano que o próprio partido não confia em Dilma. O eleitor pode pensar o seguinte: “Se o partido não acredita nela, por que eu acreditaria?” Essa coisa do “Força de Lula” pode ser um “tiro no pé”. Não estamos em 2002 e nem em 2006. A pesquisa do IBOPE divulgada hoje, a primeira após a morte de Eduardo Campos,e uma prova disso e traz surpresas desagradáveis para Aécio e para Dilma com o crescimento de Marina Silva no cenário nacional das eleições. Depois dessa "surpresa", será que o PT baiano ainda vai ficar com o “mantra” “Força de Lula" ou vai mudar o discurso e tentar convencer o eleitor que Dilma também tem “força”?

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014