quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Charges da série "Maus hábitos do baiano" (2006) -parte IX andar de graça nos ônibus ("traseirar")



Filho direto da "morcegagem" dos anos 1980, a "traseiragem" é outro mau hábito baiano que resiste ao tempo. É um mau hábito quase que exclusivamente masculino. é muito comum se ver o fundo do ônibus, entre os degraus e a catraca, lotado de desocupados esperando o seu ponto pra sair pela porta de entrada. Confira o texto original sobre a charge.

"Se há uma coisa que alguns baianos adoram, é andar de graça nos ônibus. E o pior, 99% são homens. Em Salvador, a entrada é pelo fundo e a saída é pela frente. Quando o passageiro entra, é comum se ver um monte de sujeitos nos degraus da porta traseira,verdadeira "visão do inferno" esperando o ponto certo para sair pelo fundo. Pô, o pior é quando é um bando de caras com aquele 'catinguelê' desgraçado, desodorante vencido há séculos.
Esse (mau) hábito já é antigo, e como alguns baianos confundem tradição com falta de educação, já encaram como 'algo incorporado à nossa cultura, meu rei'. Já aconteceu comigo de eu tentar subir e de repente, desce um cara atropelando todo mundo que queria embarcar. Os argumentos são os de sempre, 'que tá sem dinheiro' e que o 'transporte tá caro'. Engraçado que só é caro para os homens.
O chato é o coitado do cobrador que é obrigado a mandar o cara descer, já que a empresa não quer perder dinheiro. Pior é quando o sujeito é mal encarado e 'parrudo', e com um linguajar todo especial, através do qual, descarrega adjetivos 'elogiáveis' no cobrador e em toda a geração familiar deste.
E o que fazer quando o ônibus pára no ponto que o 'traseirista' quer descer e porta não abre? Não há problema, é só tentar abrir a porta "no braço" mesmo, na marra. Nessas horas, se pode contar também com a ajuda dos outros "companheiros 'traseiristas', afinal a união faz a força. Ou então com a colaboração de quem está do lado de fora, fingindo que vai pegar o 'buzão', para abrir a porta. Solidariedade até na malandragem!" (25/12/2006)

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